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VIROLOGIA 2019/2020 |
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O estudo dos vírus constitui, desde há alguns tempos
a esta parte, a mais significativa base da maior parte do aumento do moderno
conhecimento científico nas áreas da Biologia, em que se incluem em geral a
Biologia Molecular e a Genética e em particular as aplicações das Ciências da
Vida.
Os vírus são, ainda, as mais pequenas entidades
biológicas a que se pode atribuir um "plano de vida". São pouco mais
que material genético que consegue preservar-se quase sempre iludindo as
estratégias defensivas dos hospedeiros que usam para se propagar. A importância
científica do seu estudo reside em dois pontos principais: no aumento do
conhecimento da forma como utilizam os recursos energéticos das células que
utilizam como hospedeiros e no esclarecimento de muitos dos mecanismos
biológicos dos hospedeiros que utilizam ou têm de contornar para se poderem
preservar como entidades biológicas autónomas. As modernas biotecnologias
incluem em grande medida o uso de agentes virais, seja diretamente e como tal
ou o seu material genético isolado, seja tirando partido dos conhecimentos que
o seu estudo tem permitido, em especial das suas estratégias moleculares de
sobrevivência.
Além de um interesse científico óbvio, as doenças
causadas por vírus contribuem de forma significativa para a morbilidade e
mortalidade de muitas espécies vivas, com particular realce para o seu impacto
em muitas das atividades económicas e industrializadas da sociedade atual.
É objetivo primeiro do ensino da disciplina de
Virologia, sensibilizar os estudantes das áreas Biológicas para os conceitos
básicos envolvidos na biologia molecular destes organismos sub-microscópicos,
de forma a dotar os futuros licenciados de ferramentas que lhes permitam
compreender algumas das questões práticas e mediáticas com que são quase
diariamente confrontados. Referenciem-se, como exemplos, os problemas
relacionados com a SIDA ou a febre aftosa, as Pestes Sunas e Equinas, a transgénese de plantas por infeções de vírus recombinantes
ou as BSE e vCJD.
No âmbito do ensino teórico, pretende-se promover
a discussão das bases biológicas e moleculares que permitem compreender o
funcionamento e justificar a existência de vírus, abordando aspetos
fundamentais da taxonomia e da sistemática dos agentes virais, com referência
específica e nominal aos vírus mais significativos.
Com a abordagem das tecnologias de manipulação
laboratorial de vírus de procariotas pretende-se fornecer aos estudantes as
ferramentas e procedimentos práticos genericamente aplicáveis a estas
"entidades vivas" não visualizáveis, pelo uso de material biológico
de baixo risco de contaminação para o operador e para o ambiente.
Carlos Sinogas
Teóricas (sala 206 – NM)
• Quarta-feira
– 9:00
Práticas
• Quarta-feira
– 11:00 (sala 170 – NM)
• Quinta-feira
– 14:00 (sala 165 – NM)
• Sexta-feira
– 9:00 (sala 170 – NM)
• Sexta-feira
– 11:00 (sala 170 – NM)
Teórica (75%) - Provas escritas (avaliação
contínua - 2 frequências ou exame final)
Trabalho inventivo (15%) – Proposta a apresentar
publicamente, em poster
Assiduidade às sessões teóricas e práticas (10%)
Todas as componentes requerem avaliação positiva.
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Ato de avaliação |
Data |
Hora |
Sala |
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1. Frequência |
2/4 |
20:00 |
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2.
Frequência, Exame final |
6/6 |
11:00 |
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Entrega dos Relatórios Práticos |
12/6 |
11:00 – 18:00 |
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Exame
de recurso |
1/7 |
11:00 |
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|
a.
Conceito de vírus e partícula viral
b.
Genomas virais (DNA, RNA)
c.
Proteínas estruturais e não estruturais
d.
O envelope lipídico
e.
Estratégias de replicação. Regulação da expressão
genética
f.
Princípios taxonómicos
g.
Principais famílias de vírus
h.
Vírus de animais
i.
Vírus de procariotas
j.
Vírus de plantas
k.
Agentes patogénicos subvirais
l.
Relação vírus / célula (hospedeiro)
m.
Resposta imune natural (interferes)
n.
Estratégias de escape dos vírus
o.
Resposta imune adaptativa. Memória imunológica
p.
Patogénese e transmissão das infeções virais
q.
Vírus e cancro
r.
Modelos de propagação. Reservatórios virais
s.
Imunoterapia
t.
Drogas antivirais
u.
Vacinação antiviral
v.
Deteção imunológica
w.
Deteção de marcadores virais
x.
Técnicas de amplificação genética
y.
Terapia genética
z.
Clonagem molecular
aa.
Transgénese
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Data |
Trabalho |
|
|
Introdução às práticas laboratoriais Pipetagens, soluções e diluições. Calibração
de pipetas |
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Curva de crescimento bacteriano
(técnica 2) Revelação de vírus vegetal |
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Preparação de suspensão viral de
alto título |
|
|
Isolamento de placa viral |
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|
Titulação de suspensão de
bacteriófagos: - formação
de placas |
|
|
Titulação de suspensão de
bacteriófagos: - diluição
limite |
|
|
TRABALHO AUTÓNOMO (curva de crescimento
viral) |
·
Flint S.J., Racaniello V.R., Rall G.F., Skalka A.M., Enquist L.W. (2015). Principles
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·
Flint S.J., Racaniello V.R., Rall G.F., Skalka A.M., Enquist L.W. (2015). Principles
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· Roossinck M. J (2016). Virus. Na illustrated guide to 101 incredible microbes. Ivy Press, UK (ISBN 9781782403265)
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·
Knipe, D. M, Howley P. M. (2013). FIELDS
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