Teoria da Criação Literária I

Poesia e Modernidade


Pretende-se estudar a modernidade enquanto conceito determinante, veículo da “estética da transitoriedade e da imanência” (Matei Calinescu), que marca os processos criativos da arte e, mais especificamente, da literatura a partir do século vinte. Considerar-se-á a relação privilegiada da poesia com a Modernidade (Iser, Paul de Man) e, nessa medida, terão lugar de destaque quer textos de poesia e de poética de Pessoa, Mário Cesariny, Herberto Helder, Alexandre O'Neill e Ruy Belo, quer de ensaios críticos sobre a poesia moderna.1. O conflito entre tradição e modernidade: processos de citação, paródia e montagem; 2.Ambivalência e crítica da função representacional: encenações da questão mimética; 3. A arte da crise: limites e perversão da linguagem e do sujeito.

Teoria da Criação Literária II

Desafios da contemporaneidade

Visa-se, neste seminário, destacar várias vertentes teórico-epistemológicas que marcaram a criação literária contemporânea na sua dupla vertente de processo e produto artísticos. Se, por um lado, a globalização e a heterogeneidade da arte e da literatura, em especial, são incontornáveis, por outro lado, aceites esses desafios, a literatura, em plena reconfiguração, continua a justificar e a desencadear novas abordagens dos Estudos Literários. Conteúdos:
1. As relações interartes. 2. A interactividade e apelo à cooperação interpretativa do leitor.
2. Reformulação do conceito “criação” face aos novos meios de comunicação electrónicos.
3. Esbatimento entre a crítica e a criação.

Literatura Portuguesa Contemporânea I

Corpo e Criação na Ficção Portuguesa Contemporânea

Procura este programa compreender o vínculo centralmente estético entre a corporalidade e a literatura. Instância em que se fundem as categorias do biológico e do simbólico, do sensorial e do transcendente, o corpo funcionará, na abordagem de obras ficcionais da literatura portuguesa contemporânea como uma noção heurística, que permitirá melhor apreender um traço fundamental da criação artística: a sua essencial organicidade. Algumas obras dos autores escolhidos (Camilo, Eça, D. Mourão-Ferreira e A. Bessa-Luís) poderão, além do mais, testemunhar da persistência, ruptura ou inflexão de modelos estéticos e de práticas estilísticas.
1. Corpo, ficção e dicção narrativas : O corpo e a criação romanesca; corporalidade e enunciação narrativa; o corpo em discurso; corpo e estilo; corporalidade e leitura literária. 2. Corporalidade e temática narrativa : Corpo e diegese; a encarnação romanesca; representação física e temática amorosa.

Literatura Portuguesa Contemporânea II

A Narrativa Portuguesa da Segunda Metade de Novecentos

A primeira parte deste seminário tem como objectivo estudar a crise de representação surgida discursivamente em muitas das narrativas portuguesas escritas, publicadas e recebidas na Segunda Metade de Novecentos; visa analisar os diferentes modos de representação literária entendidos como estratégias de interpretação e de modelização de uma realidade tida como problemática e em mutação.
A segunda parte deste seminário tem como objectivo aprofundar questões que se prendem com a renovação e com a problematização do romance como género narrativo literário.
Nas duas partes deste seminário, utilizar-se-ão exemplos de obras a seleccionar de acordo com os interesses dos estudantes da autoria de Vergílio Ferreira, de José Cardoso Pires, de Carlos de Oliveira, de Augusto Abelaira, de Urbano Tavares Rodrigues.

Literatura Francesa Contemporânea I

Olhares Cruzados

Com o seminário de Literatura Francesa Contemporânea I pretende-se analisar a problemática da leitura e do leitor na narrativa francesa contemporânea, privilegiando o estudo de alguns dos seus autores mais significativos como Philippe Sollers, Julien Gracq, George Pérec, Michel Butor, Claude Simon, Le Clézio, Raymond Queneau entre outros. Conteúdos programáticos: 1. Do romance tradicional ao romance diferente (a linguagem como matéria romanesca); 2. A problematização do sentido (pluralidade de vozes, (re)leitura e (re)escrita); 3. O papel do leitor (estratégias literárias e protocolos de leitura).

Literatura Francesa Contemporânea II

Olhares Picturais

No seminário de Literatura Francesa Contemporânea II pretende-se continuar a análise da problemática da leitura e do leitor na prática romanesca francesa contemporânea, evidenciando a importância do diálogo e da contaminação mútua entre a literatura e as outras artes. Privilegiar-se-á nomeadamente a relevância da pintura para a leitura de autores como, por exemplo, Claude Simon e Philippe Sollers entre outros. Conteúdos programáticos: 1. A irrupção da descrição: contar é ver (a cena descrita em vez de contada); 2. A visão como emoção visual é restituída ao leitor pela escrita (descrição de estados de consciência, de sensações, de memórias); 3. O romance como espaço pictural (os quadros convocados e a sua importância para a leitura).

Literatura Inglesa Contemporânea I

À Espera do Futuro

A disciplina de Literatura Contemporânea I procura definir e delimitar cronologicamente o conceito de Idade Moderna e as estruturas de pensamento fundadoras daquilo que virá a ser a “condição pós-Moderna”, privilegiando os autores mais significativos, nos vários géneros literários. Conteúdos: 1. Para uma ética e estética da Modernidade: Contextos intra e intertextuais; 2. A Reinvenção de Paradigmas Literários: O Cânone da Idade Moderna. 3. A Condição pós-Moderna: O esvaziamento de conceitos e a busca de novas representações. A (des)articulação da linguagem com o (des)compasso do tempo e do espaço. Autores a estudar: T.S. Eliot ; Virginia Woolf; James Joyce; Samuel Beckett.

Literatura Inglesa Contemporânea II

Em Busca da Terra de Ninguém

A disciplina de Literatura Contemporânea II, partindo das teorizações e reflexões estabelecidas no semestre anterior, sugere um redimensionar da literatura contemporânea, à luz dos textos que foram produzidos a partir da segunda Grande Guerra, centrando-se numa abordagem que sublinha a vertente de demanda que a literatura sugere, através de géneros distintos. Conteúdos: 1. Paradigmas do Vazio: a semiótica das novas formas de comunicação; escrever o silêncio. 2. Manifestações culturais e literárias ao serviço da cidadania. 3. A Literatura da aldeia global: do papel ao e-book . Autores a estudar: Seamus Heaney, Ted Hughes, John Osborne, Harold Pinter, Julian Barnes, Martin Amis, Ian McEwan, Salman Rushdie.

Literatura Norte-Americana Contemporânea I

O Paradoxo da Criação no Novo Gótico Americano

Através de obras de autores do novo gótico americano pretender-se-á realçar a dualidade inerente a todo o processo criativo, a fim de entender o acto de criação literário como acto estético e ético de auto-reflexão. Reconhecer que o lado negro do génio é tão real quanto a sua surpreendente capacidade criadora, levar-nos-á a perspectivar as personagens centrais de certas histórias de transgressão, como autores do mal, cujos actos perversos terão paradoxalmente a virtude e o poder de nos fazerem reflectir sobre o dilema da responsabilidade literária e artística. Conteúdos: 1. O Gótico: origens e paradoxos; 2. O Sublime Gótico; 3. A herança do Gótico Inglês: de Frankenstein a Hannibal Lecter; 4. A génese da ficção Gótica Americana: o papel do Puritanismo; 5. Perversão e Criação: de Poe a Stephen King; 6. Os Psicos de Bloch e Bret Easton Ellis; 7. O Artista e seu Duplo em Joyce Carol Oates e Patricia Cornwell;8. O tema do Cientista Louco: paradoxos da Ciência, da Arte e da Criação Literária.

Literatura Norte-Americana Contemporânea II

A Arte do Terror: o Gótico no Cinema e nas Artes Visuais

Pretende-se identificar várias questões epistemológicas, estéticas e éticas comuns ao Cinema, Artes Visuais e Literatura Americana dos séc.XX e XXI, a fim de estabelecer relações e diálogos entre várias obras de autores contemporâneos. Observar, na recente ficção gótica, alguns sintetismos de linguagem que nos permitirão falar de “cinema escrito” e compreender melhor certas sensibilidades autorais contemporâneas formadas pelo cinema, vídeo, performance, música, literatura e artes plásticas. Conteúdos: 1 - O Gótico no Cinema : Procurar-se-á encontrar reverberações da ficção gótica americana na filmografia de realizadores como Alfred Hitchcock, David Cronenberg, John Carpenter e M. Night Shyamalan. 2 - O Gótico nas Artes Visuais : Partir do conceito de Grotesco na Arte e na Literatura para revelar cruzamentos estéticos entre autores de ficção gótica e artistas plásticos herdeiros das influências do Expressionismo Abstracto.

Escrita Criativa

Pretende-se chamar a atenção para algumas questões práticas que se prendem com a prática da literatura. Conteúdos: 1- A escrita do texto lírico (língua, música e anti-mimese).
2– A escrita do drama (acção, personagens e representação). 3- A escrita do romance (da arqueologia épica à implosão, o narrador e a narração). 4- Escrita criativa e ensaio (algumas questões práticas: língua e pensamento).

Linguagem e Comunicação


A disciplina visa a análise e exercitação de mecanismos da textualidade e o manejo de diferentes registos linguísticos. Tópicos programáticos: 1. Dispositivos de enunciação – Teoria dos actos de fala. 2. Estruturas frásicas - Mecanismos da subordinação; estruturação da referência; relações anafóricas. 3. Estruturas textuais – Fenómenos da dispositio ; técnicas e meios de apresentação / distribuição estratégicas da informação. 4. Meios da argumentação – Pragmática linguística.

Escrita para Cinema

1- Podemos filmar sem texto prévio. No entanto, para construção de um "discurso" por imagens, recomenda-se uma planificação prévia, verbal.
2- As instruções para construir um discurso cinematográfico, a que se possa chamar filme, exigem, quase sempre, a existência de um guião.
3- Construir um guião exige o domínio e uma técnica de escrita.
4- As fases e as regras de construção do guião.
5- Construir um guião original.
6- Construir um guião como adaptação de uma narrativa verbal prévia, "literária" ou não.
7- Considerações sobre a adaptação de uma narrativa cinematográfica a um discurso verbal de qualidade mais ou menos literária.

Cultura Portuguesa Contemporânea

Objectivos: Favorecer aos alunos, através de três tópicos nucleares sobre os contextos culturais da modernidade, alguns instrumentos de compreensão que lhes permitem uma abordagem mais rica e completa da literatura portuguesa contemporânea.
Conteúdos: 1. Para uma arqueologia do contemporâneo : a problemática de ideias do moderno e o conceito histórico-cultural do contemporâneo. 2. Fundamentos do séc. XX : a primeira crise do moderno, da ideia do progresso e do modelo europeu na Cultura Portuguesa. 3. O Século XX : entre o neo-iluminismo tecnológico e a noção de crise civilizacional global.

Cultura Francesa Contemporânea

No seminário de Cultura Francesa Contemporânea procura-se desenvolver uma abordagem interdisciplinar e multicultural da cultura francesa contemporânea através da literatura e das outras artes (música, pintura, cinema). Privilegia-se a análise das tendências e dos grandes temas actuais da sociedade francesa. Procura-se reflectir sobre a importância da cultura do outro na constituição de uma identidade francesa que resulta actualmente de um mosaico de culturas. A incorporação destas culturas-outras tem justamente implicações na concepção da cultura francesa actual. Esta abordagem será desenvolvida a partir de um corpus de elementos diversificados (textos de imprensa, debates televisivos sobre temas actuais, músicas, canções e filmes) que dão conta da realidade social, política, linguística e cultural da França.

Cultura Inglesa Contemporânea

O principal objectivo do programa de Cultura Inglesa é oferecer uma abordagem interdisciplinar ao estudo da cultura contemporânea e da história cultural, dando particular ênfase às relações sociais de formas culturais, às questões de raça, género e classe e ao estudo da literatura, da arte, dos media e da vida quotidiana.
Fundado no reconhecimento de que a cultura, nas suas várias dimensões significativas, assenta em relações de diferença na construção e na formação da identidade das sociedades, dos grupos sociais e dos indivíduos, este programa procura analisar as estratégias formais pelas quais a denominada Alta Cultura se autoriza sobre e contra produções de culturas populares e minoritárias.
Durante o trimestre analisaremos um conjunto de textos (a definir) que tratarão da organização social do poder e da produção de cultura, procurando-se analisar debates contemporâneos relacionados com questões de diferença, discurso e subjectividade, percorrendo agendas críticas que, tendo como ponto de partida o conceito de ‘English/ness', chegam aos nossos dias integradas num campo mais vasto denominado de Estudos Culturais.

Cultura Norte-Americana Contemporânea

Através da literatura, cinema, música e outras artes norte-americanas do séc. XX e XXI, pretender-se-á ilustrar o seguinte pensamento de Gertrude Stein: “the United States is the oldest country in the world because it has been in the 20th century the longest.” Reflectir-se-á, assim, sobre a denominada “tradição do novo” e sobre o paradoxo da experiência cultural americana, identificando a profunda ambivalência de alguns dos seus legados literários e artísticos como sendo simultaneamente produtos de uma cultura, mas também artefactos de natureza essencialmente anti-cultural e anti-civilizacional. Partir-se-á de obras como American Beauty, The Human Stain e Mystic River, para desocultar esse outro lado do sonho americano, onde as esculturas de Louise Bourgeois, a música de Tom Waits e a fotografia de Nan Goldin nos transportam.

Literatura Espanhola Contemporânea

A Poesia Espanhola da Vanguarda

1- A Poesia Espanhola entre o Modernismo e a Vanguarda: a recepção dos ismos (Cubismo, Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo). Criacionismo e Ultraísmo.
2- O Veintisiete: a Tradição como Vanguarda e a Vanguarda como Tradição. Antecedentes históricos (Góngora e a poesia do Século de Oiro) e imediatos (Rubén Darío, Juan Ramón Jiménez, Ramón Gómez de la Serna, Ortega y Gasset).
3- A Poesia do Veintisiete: Pedro Salinas, Jorge Guillén, Vicente Aleixandre, Federico García Lorca, Luis Cernuda, Rafael Alberti, Gerardo Diego, Dámaso Alonso, Manuel Altolaguirre, Emilio Prados.

Literatura Brasileira Contemporânea

Fronteiras da Literatura Brasileira nas Artes, na Linguística, na Geografia e na História

Nesta disciplina estudar-se-á a Literatura Brasileira, considerando o modo como uma história e uma geografia particulares determinam a formação linguística e artística. As épocas literárias evoluem, absorvendo e ultrapassando influências. Teatro, música, cinema, artes plásticas absorvem traços ibéricos, indígenas e africanos para expandi-los em composições como as de Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Chico Buarque da Holanda, Vinicius de Morais, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, sem falar na oralidade e criatividade da expressão popular.

História de Arte e Cultura Contemporânea

As formas de cultura e arte e respectivas intervenções como meios privilegiados de manifestação ou de expressão da consciência que o Homem contemporâneo teve, durante os séculos XIX e XX, do seu lugar na História e do seu papel enquanto agente activo no processo histórico:
-  entender o assumir publicamente do estatuto do intelectual e do artista pelos próprios;
- a necessidade de criar novas linguagens estéticas, adequadas à individualidade do próprio artista (modernas), quer como consequência da especificidade / subjectividade do tempo histórico, quer como resultado da procura intencional do novo, a emergência de sequentes movimentos artísticos / culturais;
- generalização progressiva do consumo cultural, até chegar à massificação;
- apropriação de novos espaços de criação para a criação cultural e artística
- aparecimento do conceito de espaço público;
- as novas potencias como territórios privilegiados da criação do novo: Estados Unidos;
- As repercussões e vivências nacionais / regionais / locais dos fenómenos
em causa – Portugal e Alentejo.

Pensamento Filosófico Contemporâneo

Tempo, eventos, acontecimentos: as teorias contemporâneas do tempo e suas repercussões estéticas.

Intentando uma consideração alargada das diferentes teoreses do tempo no
pensamento contemporâneo, da análise fenomenológica da consciência do
tempo à analítica existencial, da problematização da «durée» à multiplicação dos referenciais temporais, das perspectivas analíticas à descoberta das culturas sem noção de tempo, esta disciplina buscará interpretar as repercussões dessas concepções no campo estético, dando especial atenção à sua ressonância em obras literárias, artísticas, musicais e arquitectónicas.

Estética Teatral Contemporânea

Duas experiências teatrais contemporâneas: dramaturgia e estética em Heiner Müller e Edward Bond

1. Heiner Müller e o adeus à peça didáctica: Mauser e A Missão – Pretende-se abordar as questões da peça política a partir dos anos 80 e do compromisso entre Artaud e Brecht, tomando por base o trabalho feito sobre as peças didácticas.
2. Edward Bond, o teatro isabelino e o século XXI: Lear: - Pretende-se abordar a questão da adaptação dos clássicos no final do século XX, tomando por base o trabalho feito a partir da peça King Lear de Shakespeare.

Psicologia da Criatividade

Tenciona-se propor uma abordagem psicológica à criação literária, enquanto acto cognitivo e criativo. A compreensão psicológica dos processos de conhecimento e de criatividade será orientada a partir de um triplo ponto de vista – processual, experiencial e contextual. O acto de criação literária, enquanto acto criativo, será lido à luz de alguns dos modelos psicológicos mais recentes. Assim propomos os seguintes objectivos: 1- Desenvolver conhecimento e aprofundar a reflexão sobre a importância do acto criativo na sociedade actual, em geral, e na criação literária contemporânea, em particular.
2-Tomar conhecimento acerca da produção científica mais relevante na área da Psicologia da Criatividade e desenvolver uma capacidade de reflexão crítica sobre a mesma.
3- Compreender a importância do papel e do estatuto da Psicologia da Criatividade, bemcomo o respectivo enquadramento histórico conceptual, no contexto dos outros saberes e práticas da Psicologia.
4- Desenvolver competências no domínio das estratégias criativas de resolução de problemas através da familiarização com algumas metodologias de intervenção mais significativos.
5- Acolher a importância das questões de natureza ética e deontológica e reflectir sobre as respectivas implicações no domínio da Psicologia da Criatividade
6- Compreender criticamente as exigências sociais colocadas à produção criativa.

Biologia e Criação

Pretende-se transmitir aos alunos, com formação em Ciências Humanas, conceitos básicos de biologia para os auxiliar na compreensão das obras literárias e artísticas. Motivar à reflexão sobre a forma como são abordados os temas científicos na literatura e noutras artes. Descobrir de que forma os avanços da ciência influenciam a criação literária e artística. Conteúdos: 1. Reflexões sobre os conceitos biológicos presentes na literatura e artes visuais; 2. A Biologia como fonte de inspiração artística; 3. A estética e a biologia: do rigor científico à poetização da ciência; 4. A literatura como fonte de informação biológica; 5. O impacto das descobertas científicas na literatura contemporânea; 6. A representação artística de fenómenos científicos.

Ecologia e Criação

A Ficção Científica tem recentemente vindo a enfrentar grandes desafios: a clonagem e a era das viagens espaciais tornadas realidade, por exemplo. A divulgação científica popular faz também com que o cidadão médio hoje possua conhecimentos científicos que o escritor de ficção científica não pode descurar. A velocidade a que a ciência progride implica também uma abertura do escritor à respectiva actualização científica, a um acompanhamento do que se vai descobrindo. Que nos diz hoje a Ecologia sobre a evolução humana, sobre a vida extra-terrestre, que nos diz a Ficção Científica? Concorrentes ou cooperantes?

Física e Criação

Retóricas do invisível

As transformações nas concepções de espaço e tempo, a discretização da energia e a proclamação da existência dos átomos representam momentos de intensa imaginação científica e consequente exaltação, mas também de sofrimento interior e de grande controvérsia. Dar a ver o invisível constitui-se como palavra de ordem comum às artes e às ciências. Novas concepções do espaço e do tempo e alguns discursos sobre a realidade física permitem-nos cruzar diferentes domínios.
A realidade física dos átomos e o desenvolvimento do conceito de entropia implicam uma nova relação com o conhecimento. Da controvérsia sobre a existência dos átomos (Mach/Planck) à declaração de Perrin: os átomos existem porque os podemos contar, prolongando até aos nossos dias com as tentativas tecnológicas de “ver” e “apalpar” os átomos; da energética (que tanto influenciou alguns movimentos artísticos) ao conceito de entropia; constituir-se-ão como percursos para o contacto com textos e imagens que nos dão a ver o invisível . Objectivos: 1- desenvolver o gosto pela leitura de alguns textos sobre ciência; 2- apreciar o movimento de “ideias nómadas”; 3- promover uma relação não hierarquizada com o conhecimento.

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